Caso Gisele – Tia de universitária morta contesta versão da SSPDS e cobra justiça

Local do velório da universitária.

A tia de Giselle Távora Araújo, de 42 anos, morta a tiros durante abordagem policial, ao ter seu veículo confundido com o de assaltantes avenida Oliveira Paiva, em Fortaleza, disse que a família tem uma versão diferente da que tem sido repassada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Clara Moura Fontoura Távora criticou a ação dos policiais e pediu Justiça. Em entrevista ao O POVO Online, durante o velório na funerária Paz Eterna, na avenida Barão de Studart, ela lamentou que a versão da SSPDS e diz que os parentes questionam a abordagem e o preparo dos PMs.

A familiar relata que Giselle estava com a filha de 19 anos. Elas tinham comprado um sanduíche e iriam para a casa da irmã de Giselle, também na Cidade dos Funcionários. Com base no depoimento da filha da vítima, que presenciou toda a ação, ela afirma que as duas ocupantes do carro perceberam a movimentação policial e escutaram tiros, mas pensavam se tratar de um assalto no carro de trás. “Ela parou no sinal e eles (PMs) já balearam. Eles vinham já atirando. A filha dela disse que era um assalto no carro de trás, não sabiam que era com ela”, relata.

Ela diz que os policiais estavam em motocicletas e encapuzados, que não era possível ver o rosto deles, além de usarem armas longas, Depois que as duas conseguiram estacionar o veículo, já com Giselle baleada, foram abordadas pelos policiais. A filha de Giselle foi colocada de joelhos enquanto pedia para socorrer a mãe. “Depois que viram ela banhada de sangue chamaram a ambulância que ia passando. Tinha uma paramédica”, relata.

Giselle foi socorrida no próprio veículo ao Instituto Doutor José Frota (IJF), no Centro, mas não resistiu aos ferimentos. “Fizeram os procedimentos, disseram que ela estava bem, mas teve muita hemorragia, passou por uma cirurgia e não resistiu aos ferimentos. Faleceu por volta das 6h30min”, disse.

Em nome da família, a tia disse que os parentes questionam o que houve. “Eles (PMs) falam que confundiram o carro delas com o carro de assalto, só que eles abordaram de uma forma brutal. Disseram que atiraram contra o pneu, mas não tem um furo no pneu, tem furo em outros locais. Ela não estava em alta velocidade pois parou no sinal”, relatou.

Conforme a tia, a fala do secretário da Segurança, André Costa, foi infeliz. “Ele foi para frente das câmeras dizendo que os policiais estavam preparados, mas a gente não sabe para quê. Só quem perdeu foi a família”, lamentou.
Durante a entrevista, a familiar disse que considera o crime sem justificativa. “Não tem justificativa, se tira uma vida sem justificativa, porque a pessoa supor é uma coisa diferente de ter a certeza.Tiveram a suposição que era um carro de assaltante e atiraram”, crítica.

Segundo Clara, a família “não vai deixar pra lá” e vai em busca de justiça. Por enquanto, os parentes da vítima preferem evitar pronunciamentos devido o momento de dor, mas afirmam que vão acompanhar o caso. “Não é buscar justiça com as próprias mãos, que nem ameniza a dor, mas tentar ver o que fazer”, lamenta.

Giselle era estudante de Administração no período noturno na Universidade de Fortaleza (Unifor). Segundo colegas, ela havia acabado de retornar de uma viagem relacionada à faculdade em São Paulo.

Portal Boca Quente fonte: ( O POVO Online/Foto – Alex Gomes)

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